31 de março de 2009
1 de fevereiro de 2009
Entrada proibida
21 de dezembro de 2008
Ser humana
Se não me vistes chorar em um momento de emoção
Se não me vistes franzir o cenho numa hora de tensão
Se não me vistes sorrir largo ao encontrar um irmão
Não foi a mim que enxergaste
Ou pressentiste a presença
Porque sou toda alegria, paixão e benquerença;
Eu sou milagre e mistério
Fé e devoção;
Sou humana e divina
criatura e Criação.
28 de outubro de 2008
Imortal
Há muito tempo que o ato de escrever tem sido tão necessário quanto respirar...
Então, todos os sonhos, as desventuras, meus outonos, as mais caras lembranças, janeiros, madrugadas, amores e domingos vêm sendo imortalizados pelo correr da pena nas folhas recicladas dessa minha longa vida de espírito imortal.
6 de outubro de 2008
O pingo
Um pingo, mais um outro
Aqui e adiante
E logo uma tempestade
Se forma e cai.
Limpando a atmosfera
Esfriando o tempo
Ampliando o leito dos rios
Provocando enxurradas e vendavais.
Lustrando a folhagem
Lavando as calçadas
Molhando os transeuntes
Ensopando as roupas nos varais.
Nutrindo a terra
Alimentando os bichos
Divertindo as crianças
Unindo os casais.
Um pingo, mais um outro
Aqui e adiante
E logo uma tempestade
Se forma e cai...
5 de agosto de 2008
Universo particular
Mas as alegrias que eu vivo, hoje, junto ao meu diminuto grupo familiar são maiores do que as belezas dos lugares todos que eu poderia visitar; mais eloqüentes do que todas as línguas que eu viesse a falar e mais gratificantes do que os sonhos tolos que eu nunca cheguei a realizar.
10 de julho de 2008
30 de junho de 2008
O vôo de La Gaviota
18 de junho de 2008
Desejos vãos
11 de junho de 2008
Abraços...
Que braços são esses sempre abertos para o homem que se foi?
Que braços são esses sempre abertos para o homem?
Que braços são esses sempre abertos?
Que braços são esses?
Que braços?
6 de junho de 2008
Banajy
Eu, você e EscorpiãoEncontro marcado nos céus
Estrelas dispostas no infinito
Órion, Cassiopéia
Eu, você e o velho Afonso
A linha da vida nos conduz
Seres ávidos de luz
Liberdade e alimento
Olinda, Boa Viagem, Maceió
Poemas escritos nas calçadas
Canções nascidas ao pôr-do-sol
Lua cheia, banho de mar, praia deserta
Eu, você, o arco-íris
Símbolos de um gostar sem fim
Para sempre Banajy!
30 de maio de 2008
Cruzada
não sei andar sozinho por essas ruas
sei do perigo que nos rodeia pelos caminhos
não há sinal de sol
mas tudo me acalma no seu olhar
não quero ter mais sangue morto nas veias
quero o abrigo do seu abraço que me incendeia
não há sinal de cais
mas tudo me acalma no seu olhar
você parece comigo
nenhum senhor me acompanha
você também se dá um beijo dá abrigo
flor nas janelas da casa
olho no seu inimigo
você também se dá um beijo dá abrigo
se dá um riso dá um tiro
não quero ter mais sangue morto nas veias
quero o abrigo do seu abraço que me incendeia
não há sinal de paz
mas tudo me acalma no seu olhar...
25 de maio de 2008
O que o vento não levou
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
Mário Quintana.
7 de abril de 2008
8 de março de 2008
Mal-me-quer
tu só saberás de mim depois que eu tiver anoitecido em botão
28 de fevereiro de 2008
Pelo mundo

...à pé, descalço
sorrindo ou triste
tua companhia
pelos mares de Olinda
Pátio de São Pedro
bairro de São José
pelo Recife antigo
lá em Maceió
ou onde Deus quiser.
é sempre bom estar contigo, amigo
fazendo a vida acontecer
pra valer!
mais que uma canção de amor
a alegria de viver
um poema livre...
2 de novembro de 2007
Imortal
Foste.
E, um a um, todos os nossos sonhos
Se despediram de mim.
Em dias como este, só a brisa
Com seu toque suave e alentador
Me enlevam do chão
Ao alto plano onde estás.
E logo o sorriso me volta à face
Feito criança feliz a saltitar...
Foste.
Mas o meu coração ainda deita
À sombra da tua lembrança
Doce e imortal
Para se refrescar.




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